terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Prazeres da Vida I – Dormir

Acaba mais um dia de trabalho.
São oito da noite.
Chega-se a casa, depois de uma viagem de mais ou menos vinte-cinco minutos de carro. Chove a potes e está frio. Entra-se, fecha-se a porta, pendura-se o casaco. (Já todos jantaram, pois claro… chegaram mais cedo a casa! E fizeram eles muito bem – já são quase nove da noite e amanhã é para levantar às seis e meia…) Vai-se até à mesa, come-se qualquer coisa (sozinho), sempre serenamente (só).
Já são nove e meia.
Vê-se um pouco de televisão e pensa-se um pouco nos Houses e Earls deste mundo, só para nos distrairmos um pouco dos Eus que às vezes tanto (não) queremos ser ou ver…
São dez e meia.
Chegou-se a casa há cerca de 2 horas e vai-se para o quarto. Está frio. Melhor do que lá fora, mas frio. Os pés estão frios e deslizam pelos lençóis até chegar ao fundo da cama, onde está mais quente. Puxa-se o edredon até às orelhas, procura-se aquela posição adequada e espera-se que venha o sono e o calor.
Já são onze horas.
A mulher pede que a aqueçamos – tem os pés sempre mais frios. Aquecemo-la. Na medida do calor possível. É então que, naquela paz, adormecemos…
…até às cinco, hora em que o alarme começa a tocar.
Tomamos, então, novamente consciência de estar aqui. O ali já ficou para trás, mas ainda há tempo para recordá-lo. Toca-se no Snooze. Só mais cinco minutinhos… a cama está bem quente. Aliás… demasiado quente. Viramo-nos para o outro lado, para onde os lençóis estão ainda frios e volta-se ali, pelo menos até carregar no Snooze de quinze em quinze minutos…
…até às seis e meia.